Já alguém ouviu a história dos 3 porquinhos? Bem, o
protagonista é o lobo. Como é para crianças, o animal morre no fim e os porquinhos
lá sobrevivem felizes, mas, na consciência de cada um, esta fábula nem sempre
se verifica. Nunca se deve dar de comer ao lobo mau, ele tem problemas de
alimentação. Talvez ele só precise de uma massagem ou de um dia no spa para se
sentir amado e cuidado. Ou então, precisa de ser compreendido para ser
eliminado. Pois é, às vezes esse lobo come os 3 porquinhos. Todas aquelas
atitudes e ações repreensíveis são obra exclusiva desse grande ser que vive
dentro de nós. No entanto, não é desculpa para todos os nossos erros.
Domestiquem-no, ponham-lhe uma trela, levem-no a passear, o que quiserem, mas
não o usem como desculpa, pois não somos melhores que ele. Toda a gente tem
pensamentos impuros, quer o admitam ou não, e a capacidade de lidar com eles
faz toda a diferença. Pensem só em coisas más, acabam numa instituição. Nadem
em pensamentos positivos, acabam numa depressão. É difícil manter a situação
pela metade, mas tem de ser. A verdadeira felicidade não é sorrir sempre que
andamos na rua, ou ser bem-sucedido. Não, a felicidade está relacionada com
metas. Objetivos. Atingi-los é sempre complicado, mas quando isso acontecer, é
descoberta uma nova sensação. Não vem do cérebro ou do coração, mas sim do
âmago da alma. A verdadeira felicidade é isso mesmo, o trabalho e esforço
recompensados. É o lobo a avisar que já não é feroz, mas sim um ser dócil e
carinhoso, capaz das mais extraordinárias façanhas.
sábado, 3 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
black boy fly. (parte 2)
Tanto esforço para nada. É como melhor se descreve certas
situações que são trabalhadas até à exaustão, só para no final nada se concretizar.
Como estudar “Os Lusíadas”, complementos e modificadores até cair para o lado
ressacado, para nem sair no teste. Muito obrigado. Nem é sarcasmo. Esse tive
que o descobrir no meio de 6 estrofes arcaicas nunca antes vistas na minha vida
e adivinhar como seria a vida do poeta. Nada contra ele, que é realmente um
génio. 1102 estrofes, todas elas a rimar, todas elas decassilábicas, é só destinado
ao melhor dos melhores. Contudo, isso não significa que eu tenha de ser um
dicionário de excelência e saber todo o tipo de palavras mortas, enterradas e
com o funeral já feito, porque não sou assim tão bom. Mas escrever uma
composição de 250 palavras em 10 minutos, isso sim, é digno de ser analisado.
Para depois ser ridicularizado, já que, volto a repetir, não sou assim tão bom.
Até o Camões já se sentia cansado e precisou de outra invocação a meio do canto
VII, e ele é assim tão bom. Antes do próximo teste de Português, também vou
invocar qualquer coisa. Ah, testes. Como os professores se regozijam ao ver os
alunos contorcerem-se de medo e dúvidas. No entanto, o clímax apenas é atingido
quando um aluno coloca uma questão e recebe a resposta “Se for em exame, o
senhor também não obtém resposta!”. Aí sim, a satisfação patente na cara de
todos eles se torna evidente, como um oásis no deserto. Senhor? Não sei quais
são os critérios para alguém se tornar senhor. Imagino que seja ter 18 anos, ou
ser dono de algo. Não, senhor. Por outro lado, eu deixo que se divirtam desta
forma, pois cada um tem as suas formas de contentamento e eu tenho a certeza que
as minhas são bem melhores.
domingo, 28 de outubro de 2012
l.a. woman.
Toda a gente odeia a Casa dos Segredos. É um facto… Isso e toda a gente adorar ver. É aquela velha mania de dizerem que é o “putedo” e só vêm porque demonstra a estupidez nacional, mas obrigam toda a gente a ver, sem admitirem que realmente gostam de sintonizar na TVI. Hipócritas de merda. Pelo menos eu, sincero e honesto, admito que vejo todas as cenas lésbicas/eróticas que passam nesse “programa”. É a chamada pornografia em horário nobre e eu nem sequer me oponho a isso, assim como não critico quem está a viver naquela casa. É tudo uma questão de sinceridade. Há quem goste de pornografia e há quem goste de criticar tudo, mas no fundo, todos nós vemos a Casa dos Segredos, de uma forma ou de outra. Sentimo-nos bem ao pensarmos que somos superiores a todos aqueles residentes ou que somos mais decentes e com ideias morais divinas. Não somos. Eles podem ser motivo de chacota nacional, mas toda a população portuguesa quer saber ao Domingo à noite quem é eliminado. Pensando bem, eles estão num patamar bem superior ao nosso, já que eles decidem o que vamos fazer a um Domingo. Sagrado Domingo, o dia do descanso.
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