terça-feira, 6 de novembro de 2012

scott mescudi vs. the world.


Todos os teus defeitos e qualidades culminam no mesmo lugar. Sempre tratei de ti como uma irmã mais nova, e é assim que esse amor é correspondido. Talvez tenha chegado a altura de nos despedirmos como irmãos, mas, como bem sabes, ninguém é bom com despedidas. São depressivas, cansativas, chorosas e, acima de tudo, são a afirmação que não dá para continuar. Talvez mais tarde, quando as nossas personalidades não colidirem tanto e quando as desilusões diminuírem. Da tua parte, porque da minha, não tens razão de reclamação. Sempre dei o meu melhor para contigo e isso não foi retribuído. As tuas promessas já nada significam comparadas com as de tempos passados e, digas o que disseres, foram as tuas atitudes que motivaram todo este afastamento. Ligares-me de noite não resolve nada, assim como os teus pedidos de desculpa. Mentiras e egocentrismo levaram-te até onde estás hoje, um sítio bem sombrio. Não é que tu não gostes de lá estar, mas, também eu sou egocêntrico e preferia que lutasses por outros ideais. E sabes, a distância física e psicológica não me incomodam. Ainda me alegra de manhã passar por ti e ouvir a tua voz esganiçada que eu tanto odeio, como um sinal de que já não estou a sonhar e estou bem acordado. Não acho que seja possível deixar-te por completo, há uma parte de mim bastante agarrada a ti. Não te quero largar. (irmã)

sábado, 3 de novembro de 2012

tron cat.


Já alguém ouviu a história dos 3 porquinhos? Bem, o protagonista é o lobo. Como é para crianças, o animal morre no fim e os porquinhos lá sobrevivem felizes, mas, na consciência de cada um, esta fábula nem sempre se verifica. Nunca se deve dar de comer ao lobo mau, ele tem problemas de alimentação. Talvez ele só precise de uma massagem ou de um dia no spa para se sentir amado e cuidado. Ou então, precisa de ser compreendido para ser eliminado. Pois é, às vezes esse lobo come os 3 porquinhos. Todas aquelas atitudes e ações repreensíveis são obra exclusiva desse grande ser que vive dentro de nós. No entanto, não é desculpa para todos os nossos erros. Domestiquem-no, ponham-lhe uma trela, levem-no a passear, o que quiserem, mas não o usem como desculpa, pois não somos melhores que ele. Toda a gente tem pensamentos impuros, quer o admitam ou não, e a capacidade de lidar com eles faz toda a diferença. Pensem só em coisas más, acabam numa instituição. Nadem em pensamentos positivos, acabam numa depressão. É difícil manter a situação pela metade, mas tem de ser. A verdadeira felicidade não é sorrir sempre que andamos na rua, ou ser bem-sucedido. Não, a felicidade está relacionada com metas. Objetivos. Atingi-los é sempre complicado, mas quando isso acontecer, é descoberta uma nova sensação. Não vem do cérebro ou do coração, mas sim do âmago da alma. A verdadeira felicidade é isso mesmo, o trabalho e esforço recompensados. É o lobo a avisar que já não é feroz, mas sim um ser dócil e carinhoso, capaz das mais extraordinárias façanhas. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

black boy fly. (parte 2)


Tanto esforço para nada. É como melhor se descreve certas situações que são trabalhadas até à exaustão, só para no final nada se concretizar. Como estudar “Os Lusíadas”, complementos e modificadores até cair para o lado ressacado, para nem sair no teste. Muito obrigado. Nem é sarcasmo. Esse tive que o descobrir no meio de 6 estrofes arcaicas nunca antes vistas na minha vida e adivinhar como seria a vida do poeta. Nada contra ele, que é realmente um génio. 1102 estrofes, todas elas a rimar, todas elas decassilábicas, é só destinado ao melhor dos melhores. Contudo, isso não significa que eu tenha de ser um dicionário de excelência e saber todo o tipo de palavras mortas, enterradas e com o funeral já feito, porque não sou assim tão bom. Mas escrever uma composição de 250 palavras em 10 minutos, isso sim, é digno de ser analisado. Para depois ser ridicularizado, já que, volto a repetir, não sou assim tão bom. Até o Camões já se sentia cansado e precisou de outra invocação a meio do canto VII, e ele é assim tão bom. Antes do próximo teste de Português, também vou invocar qualquer coisa. Ah, testes. Como os professores se regozijam ao ver os alunos contorcerem-se de medo e dúvidas. No entanto, o clímax apenas é atingido quando um aluno coloca uma questão e recebe a resposta “Se for em exame, o senhor também não obtém resposta!”. Aí sim, a satisfação patente na cara de todos eles se torna evidente, como um oásis no deserto. Senhor? Não sei quais são os critérios para alguém se tornar senhor. Imagino que seja ter 18 anos, ou ser dono de algo. Não, senhor. Por outro lado, eu deixo que se divirtam desta forma, pois cada um tem as suas formas de contentamento e eu tenho a certeza que as minhas são bem melhores.