Adoro smileys. Felizmente, sei que essa adoração não é só minha e isso deixa-me eternamente feliz. Mando-os para toda a gente: feios, bonitos, burros, inteligentes, rapazes, raparigas. Tal e qual como tu! Ou então não. Pois, esse é o seu problema. Não quero saber se a arte e a música são o seu escape, como também não quero saber se é ou não justa. Já não espero que mude essas atitudes impróprias de uma pessoa mais velha. Bastante mais velha, com ofensa. Vós nascestes todos do mesmo sítio, criaram-se à parte dos demais e, como esperado, toda essas condicionantes levaram a que sejam todos um pouco diferentes. Desta forma, perdoo-lhe a sua incapacidade de justiça, assim como a sua carência de voz pesada. Mais difícil será perdoar o facto de estar sempre sentada e apenas dar o sermão para 6/8 pessoas.
Adoro gatos, cães e história. E, surpreendentemente, também não estou sozinho nessa adoração. Aproveito e durmo mais um bocado, porque estou farto de ouvir a mesma coisa. Parece um disco mal gravado, que empanca após 25 minutos de tempo útil. Se fossem as minhas histórias, todas elas envolveriam o Riscas, o Bichano, o Tareco e o Bóbi. Talvez mais tarde, quando tiver assim tantos animais. Como não é a causa de toda esta indignação, não preciso de a perdoar, pois, para mim, não fez nada de mal, apesar de falar um bocadinho de mais.
Adoro snobismo e elitismo. Se digitasse isto no facebook, teria, certamente, 28 gostos. Ir com 18 ao exame e tirar 9 é de uma falta de chá inacreditável. Malditos! Intento processar o pulha que cometeu tal atrocidade. Agora, mais do que nunca, percebo o porquê de toda aquela angústia, F (hb*). Um aparte, confesso que gosto de ver o Fama Show ao Domingo. É um daqueles pecados carnais.
Adoro-o. O cheiro a vinho e os passos vigorosos transformaram-no numa figura de respeito, a ser temida por toda a gente. Há que manter a sala limpa, senão… Até tenho medo de completar a frase, o próprio pensamento assusta-me. Então os complôs! Todos juntos, alegres (entenda-se ébrios), como sempre. Velhos compinchas de aventuras fantásticas, adoro-vos a todos vós!
“Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa!
Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia!
Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá!”
É o som de 50 camiões a atropelar-vos a todos vós, vruuuum, vruuuum, metaforicamente falando.
domingo, 2 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
achilles' last stand.
Oh, to ride the wind… Começa sempre com aspiradores e armas na televisão. Os botões confundem-se por esta altura e em vez de disparar, estou a lançar granadas. Não só nos jogos mas também mentalmente. Disparo, protejo, desvio, volto a disparar, recarrego. Bem, uma infinidade de táticas utilizadas para divertimento. Só que deixam de ser armas e não é nada de violento. Não existem lanternas para os níveis mais escuros, não existe escolha na dificuldade, não existem munições espalhadas no chão, não existe menu de pausa, não existe nada. Mas que os jogos são brutais, são. Consigo passar dois dias inteiros a jogar a mesma coisa só pela espetacularidade. Finalmente, acaba por se trocar o jogo porque acabou e joga-se outra coisa qualquer, ou então nem se joga. Contudo, pode-se sempre voltar àqueles dias porque o disco está arrumado numa qualquer prateleira, a apanhar pó e a expirar o prazo da garantia. Isso não o torna menos entusiasmante ou brilhante. Às vezes, olhar para ele de longe vale a pena. Imagino-o com cabelos pretos. Já não jogo Halo há muitos anos, nem sequer penso em jogar, mas que ele é belo e importante, é.
sábado, 24 de novembro de 2012
just what i am.
Todos os dias, antes de adormecer, penso em vários cenários. Às vezes aos milhares, mil ideias inovadoras aparecem. São carros a deslocarem-se a velocidades elevadas e eu só consigo aperceber-me do borrão de luz dos médios ligados. Autoestradas alemãs, sem limite de velocidade, extremamente belo. No entanto, não consigo aperceber-me nem da cor do carro, está escuro. Está escuro cá dentro. Quem vê de longe pensa que é uma fotografia nítida e artística. Sim, não tenho dúvidas que seja artística, mas a arte ainda está a uma distância considerável da beleza. São conceitos demasiado subjetivos, assim como a compreensão dum pensamento ou a expressão dele mesmo. É necessário estar no mesmo estado de espírito ou psicadélico da pessoa que tem esses mesmos pensamentos. É difícil, visto que somos todos diferentes com mentes diferentes. Ou se analisa em demasia, ou então não se analisa o suficiente. Há sempre a terceira opção, aquela menos adequada: deixar os pensamentos deambular pelo escuro até que embatam contra uma qualquer parede e desmaiem. Esta escolha é merecedora do olhar atento de uma câmara, para mais tarde ser recordada, porque são estas tomadas de decisão que fazem toda a diferença no carácter de alguém. Por vezes, deve-se fechar os olhos para evitar a desilusão de só ver carros em andamento numa noite escura, sabendo, contudo, que pode bem estar a decorrer uma prova de fórmula 1. Além da escuridão que rodeia tudo menos a televisão ligada, agora é o ar gélido que se faz sentir. Passa por entre os pés e corta tudo no seu caminho. Ah!, como eu invejo aqueles velocistas, devem estar tão confortáveis dentro dos seus carros. Que bom que é viajar de noite, seja mentalmente ou fisicamente. E a dormir. À espera que o telemóvel toque, para despertar os sentidos, antes que… Sonolência. E o frio continua, piorando cada vez mais o negrume do céu que já nem é céu, já nem é nada. Reflexo do alcatrão marítimo e de pirilampos que sobrevoam o passado. Ah!, se os pirilampos fossem só luzes. Também são letras aleatórias nas redes sociais, que ainda reluzem, obviamente, mas esta chama destaca toda a falta de criatividade e de valentia que se faz sentir por certos círculos. Ainda bem que esses círculos foram desfeitos, apesar de vãs tentativas de se tornarem quadrados. Nunca serão figuras geométricas naturalmente perfeitas, vivem simplesmente para serem um pouco planas e não espaciais, nasceram quadradas e querem ser circulares. Não depositem grandes esperanças nessa alteração de forma, pois estão destinadas à insignificância total. Como uma bicicleta a descer um monte desinteressante, sem capacete, sem proteção e sem vergonha. E tudo isso é o que deveria ter, porque não se pode dar ao luxo de perder companheirismo por parte de alguém tão grandiosamente importante.
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