domingo, 13 de janeiro de 2013

porto vs benfica

Já estou no modo futebolístico.
Passei por cá para dizer que não quero saber se o jogo é limpo, ou se o árbitro vai roubar. Só quero que o Porto ganhe e pouco me importa o resto (desde que não morra ninguém). Esperemos todos que o Danilo não jogue e que o Varela se lembre que até nem é mau jogador.
PORTO!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

mc4.

Acho que já começo a esquecer a tua voz e os teus olhos lindos. O teu cabelo… E eu fico vazio sem te ver. Estamos desencontrados, desaparecidos, desolados. Acaba por terminar no facto de nem saber como te sentes. Não sei se te magoei, se te importas, se tens saudades. Oh meu Deus. De uma forma imprevisível, arruinaste a minha capacidade de diálogo feminino. Até isto me obrigas a não ter. Esse diálogo é importante e ajudaria bastante neste momento. Eu sei que a maioria das pessoas discorda, mas nós sabemos que ajuda. Isso e o álcool moderado. E o meu único pensamento agora é: Será que também tu precisas de ajuda? Por favor, volta.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

hardknock. (da anorexia)

Toda a gente idolatra falsos Deuses. Sejam antigos, egípcios, hindus, gregos, romanos, eles existem. Andam por aí a distribuírem falsos ideais. É o que acontece com a anorexia. Alguns sofrem sem o quererem, outros são simplesmente deficientes. Em alguns casos, é fácil compreender, é normal querer ajudar. Os outros (e não são poucos) fazem parte de uma deficiência ainda não descoberta. É gozar com quem sofre sem opção e com quem não come por outros motivos. É gozar com os próprios pais e com a população em geral. No meio de todo este gozo, os espelhos acabam por os gozar a eles e a minha opinião ganha argumentos. É, claramente, uma doença mental, pois quem é que acha, no seu perfeito juízo, que pesar 30 kg é bonito? Os esqueletos não são bonitos, são esqueletos. São esqueletos. E entre toda esta alucinação, é possível retirar uma conclusão. A culpa acaba por nem ser deles, a culpa é minha e de toda a gente. Obviamente minha, porque pouco me importam estes casos, aqueles que podem escolher. A vida é difícil para toda a gente, sem exceções. Quantas pessoas passam por mim e foram talvez violadas, talvez abusadas, talvez mal-tratadas. Talvez tenham dormido num sofá, talvez nem casa tenham tido. Quantas já não passaram por demasiado? E muitas delas refugiam-se nelas próprias. E é por tudo isto que não tenho pena de anoréxicos por opção. (A vida não é perfeita, mas ninguém era feliz se, por acaso, a perfeição existisse. Sem tristeza, não há felicidade. Sem feio, não há bonito. E isto não passa de um ciclo fechado.) Tenho pena de mim, ligado ao cego que percorre o mesmo caminho todos os dias, sorridente. Enquanto eu choro por uma rapariga, ele sorri e nunca viu (uma). Nunca observou o detalhe de cada pixel fragmentado. Estes pormenores acabam por ser importantes, termos vergonha de nós próprios. Então, alguns anoréxicos deixam de ser relevante. Quando de um reforço de ego se trata, a vergonha desvanece-se. Quando o senhor Del Bosque foi levantar o prémio da FIFA, devia envergonhar-se e continuar sentado. Quando o senhor Cavaco decide dizer na televisão que ganhar 9000 euros por mês é pouco, devia envergonhar-se e emigrar. Quando o senhor Papa se levanta do seu berço, devia envergonhar-se. Quando o senhor Cabrão decide afirmar que os portugueses não deviam ficar doentes, devia envergonhar-se. Tanta vergonha que fica por se mostrar.

Decidi escrever isto por causa do que a Anouk Férrer escreveu aqui.