quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"No Estado, o absurdo não paga imposto?"

"Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar «fiscalizar-me» à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência. Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a C. N. de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la." - Francisco José Viegas, no blog A Origem Das Espécies



QUE HOMEM.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

mc5.

Ontem descobri que só me lembro de ti quando há tempestades. Contudo, não me lembro de mais ninguém… (Porquê?) Porque te vejo como um sítio seguro, como. Hospital. Desapareço durante um mês e será um mês normal. Oh, e se desaparecêssemos os dois. Recorro a ti visto que me canso do resto dos programas que passam na televisão, recorro a ti porque és a minha RTP1 no Domingo à noite. (E agora?) Comprei um leitor de dvd’s. Mas tu bem sabes que os cabos tendem a falhar neste tipo de temporal e o meu leitor avariou. E eu, frio, esmagado, cansado, sangrando, preferi não ligar a televisão. Tudo muda com o tempo. Posso ter encontrado outros canais, talvez melhores e com mais variedade, mas trazes-me a nostalgia de volta. (!) |Mas a repetição intervém analogicamente no aparelho. Cansaço após situações tumultuosas inapropriadas lamenta horror orquestrado.| (!) Quando a chuva cai que nem pedras, quando o vento não para de rugir, quando o telhado ruir, eu… (Tu?) Não faço parte. És como uma doença. (Como uma doença dizes tu, como algo infecioso? Fica sabendo que se te dividir em 3 partes, uma será sempre minha, a outra donos tem, e apenas um terço poderás mostrar ao mundo.) … Se mostrar um terço, apregoarei uma nova religião. Oh, como eu te (Sinto a tua falta.) E eu a tua, até ao próximo mês.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

upper room.

Cinco miúdos. Dois deles conversam, os outros dois discutem e o outro... onde... está... ele? Rodeado de limites que limitam a própria limitação da mente, limito-me a ter apenas dois dentes e dois fígados, trocado um deles por um cérebro louco cuja função é calcular... limites. Se esse sou eu ou um holograma, nunca o saberá ninguém, nem mesmo eu próprio. Não que questione a minha própria existência ou felicidade, porque, sejamos realistas, eu estou aqui e eu tenho a possibilidade de me realizar, mas a realização é um sonho antigo. Houve quem me chamasse poeta. E tenho de confessar que é verdade num certo domínio, tendo já escrito "Ode às putas", "Ode às putas II" e uns quantos intitulados de "Sem Título". Umas quantas adaptações de músicas horrendas (tome-se por exemplo "Anda comigo ver os aviões" em que o sujeito acaba por falar de tudo menos de aviões) e quero, sinceramente, aprender a tocar piano ou baixo. Baixo gostava eu de ser, não muito, talvez perder uns centímetros. Levanto-me quando chove, quando não chove me levanto, quando está solarengo me levanto também. Não será importante então a condição meteorológica diária para a minha atitude diurna. Importante realmente é como dizer algo sem o interlocutor compreender. Ou escrever apenas para os mais atentos, mesmo que ignorantes saibam ler. É como criar blogs e lá escreverem como se fosse o boletim meteorológico da Nicarágua, é como calçarem crocs e sabrinas (só o mero pensamento horripila qualquer pedaço das entranhas do meu ser), é como vestirem Supreme e só isso, como se marca não existisse há já algum tempo, é como escrever "prontos". Prontas estão as pessoas e as comidas, as obras públicas. Menos a minha escola. A minha escola não está pronta. Era isto que tinha a dizer, prontos.

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