quinta-feira, 14 de março de 2013

clarity. (II)

Nunca tratei a tristeza como algo propriamente clínico, mas estava mais do que na hora de mudar esse pensamento. A dor propriamente dita existe e mesmo que o seu grau varie de pessoa para pessoa, o sofrimento psicológico está lá e esse pode ser bem pior que uma doença. As minhas roupas também já se sentiram tristes e completamente descarregadas e percebo o que uma pessoa pode passar. Também sei que muitas pessoas afirmam que amor não é causa de tristeza, mas não é o amor. É a rejeição, é a frustração, é o amor-próprio que destrói qualquer um. Portanto eu compreendo-te, mesmo que não simpatize contigo. Mesmo acreditando que qualquer pessoa deve encontrar força dentro dela e não em segundos. Por outro lado, a perda pode ser equiparada a uma patologia. A dor não será menos real. E admitir a existência de tal dor perante tanta gente assusta-me e encanta-me. O mundo nunca foi feito de heroicidade, mas sim de momentos. E um momento muda ideais e um momento altera pensamentos. E um momento pode deixar um só pensamento na mente de alguém o dia inteiro.

clarity.

"sendin my love for girls who got some cut at their wrists, hope you find what you're lookin for."

segunda-feira, 4 de março de 2013

birthday.

Estou fechado entre duas paredes. A minha mão não se move e move letras. Eu compreendo-te, meu irmão espiritual. As pessoas também se movem, mas não sabem exatamente para onde. Certo é que caminham todos na mesma direção, apesar de pernoitarem em momentos diferentes. Eu perdiariei e não será no mesmo lugar. No meu caminho perdiarão triângulos, assíntotas e composição funcional. Nada dessas brejeirices biológicas como fungos e vírus, não me preocupo com a minha parede celular, o meu telemóvel é antichoque. Deixem-nos reproduzir como doenças suaves, como comunicação social. O senhor bem me pisa o olho mas eu não Caio nos seus romances encarnados. A informação escrita é superior à informação comunicada mas nada se equipara à informação visualizada. Três informações do meu fingimento artístico e existirá, eventualmente, uma quarta que se manifesta em 2 frases -“Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia construo um castelo.”. O senhor Fernando mexe-se na campa sempre que lê isto no Facebook, visto que os seus fãs se referem à sua proximidade a um touro e outras, sem cornos, a vacas. A Biologia no seu melhor, mas o Lamarckismo não se cruzou com estes internautas. Continuam a cantar “Grândola, Vila Morena” parecendo inteligentes. A canção teve sucesso 40 anos atrás pois, no seu tempo, o povo era oprimido e estava cansado de violência política. Agora o que falta é essa mesma violência e estes coelhinhos cantam baladas? Incompreensível. O Coelho não se preocupa com os coelhinhos sem um pastor e estou Seguro de que alguém não o é. As Portas estão fechadas e assim, as Relvas não são comidas. O pastor não se encontra na bíblia, ele é oprimido e, de momento, encontra-se desaparecido. Visto que alguns nem merecem a discrição e as metáforas. Crato tenta reduzir a entrada nas Universidades e, de acordo com o seu génio, aumentando a exigência, aumenta a inteligência. Em pratos lavados e limpos, ele acredita que se pedir a um elefante imensas vezes para cozinhar ele, eventualmente, acabará por cozinhar. Não eras só tu o opiado, Fernando.