terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ebooks PT-PT

A minha prenda de Natal. Se algum dos livros não estiver em português de portugal, digam alguma coisa. Se por acaso tiverem outros e-books em pt-pt, podem enviar-me, que eu partilho. Estão todos no formato .epub, se quiserem ler em sistema android, existe na play store o FbReader. Para Windows e Macintosh, FBReader ou Adobe Digital Editions (há mais, se procurarem no google).

A

Aldous Huxley - Admirável Mundo Novo
Alice Walker - A Cor Púrpura
Amanda Quick - Não Olhes Para Trás
Ana Paula - O Mulato
António Lobo Antunes - As Naus
António Lobo Antunes - Auto Dos Danados
António Lobo Antunes - Eu Hei-de Amar Uma Pedra
Arthur C. Clarke - 2001 Odisseia No Espaço
Arthur Golden - Memórias De Uma Gueixa

B

Bernard Cornwell - O Andarilho
Bernard Cornwell - O Arqueiro

C

Charlaine Harris - Sangue Fresco

D

David Hewson - The Killing (Livro 1)

E

Edmund Cooper - A Prisioneira Do Fogo

F

Fernando Pessoa - Livro Do Desassossego
Fernando Pessoa - O Banqueiro Anarquista
Fernando Pessoa - Poemas De Álvaro De Campos

G

George R. R. Martin - Os Reinos Do Caos
George R. R. Martin - Daenerys, A Mãe de Dragões (PDF)

H

Haruki Murakami - 1Q84 (Livro 1)
Haruki Murakami - 1Q84 (Livro 2)
Haruki Murakami - 1Q84 (Livro 3)

J

Jane Austen - Pride And Prejudice (Part One, Inglês)
Jane Austen - Pride And Prejudice (Part Two, Inglês)
José Rodrigues Dos Santos - A Filha Do Capitão
José Rodrigues Dos Santos - A Fórmula De Deus
José Rodrigues Dos Santos - A Jangada De Pedra
José Rodrigues Dos Santos - A Mão Do Diabo
José Rodrigues Dos Santos - A Vida Num Sopro
José Rodrigues Dos Santos - Fúria Divina
José Rodrigues Dos Santos - O Anjo Branco
José Rodrigues Dos Santos - O Códex 632
José Rodrigues Dos Santos - O Sétimo Selo
José Rodrigues Dos Santos - O Último Segredo
José Saramago - A Caverna
José Saramago - As Intermitências Da Morte
José Saramago - Caim
José Saramago - Clarabóia
José Saramago - Ensaio Sobre A Cegueira
José Saramago - História Do Cerco De Lisboa
José Saramago - Memorial Do Convento
José Saramago - O Ano Da Morte De Ricardo Reis
José Saramago - O Conto Da Ilha Desconhecida
José Saramago - O Homem Duplicado
José Saramago - Terra Do Pecado
José Saramago - Viagem Do Elefante

L

Lewis Carroll - Alice In Wonderland (Inglês)

M

Miguel Esteves Cardoso - O Amor É Fodido
Miguel Sousa Tavares - Rio Das Flores

N

Nicholas Spark - O Diário Da Nossa Paixão
Nora Roberts - Natal em Ardmore(PDF)
Nora Roberts - O Natal Dos Quinn
Nora Roberts - Uma Questão de Escolha(PDF)
Nora Roberts - Uma Última Noite

O

Oscar Wilde - O Retrato De Dorian Gray

R

Richard C. Zimler - O Último Cabalista De Lisboa
Rider Haggard - As Minas De Salomão

S

Sherrilyn Kenyon - O Natal de Um Predador da Noite
Stieg Larsson - A Rainha No Palácio Das Correntes De Ar
Stieg Larsson - A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata De Gasolina E Um Fósforo
Stieg Larsson - Os Homens Que Odeiam As Mulheres

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

kkk.

Às vezes sinto que o nosso próprio espaço privado colide consigo próprio. Explode e destrói e morre devagarinho. Mas enquanto não morrer, as pessoas são privadas. São privadas porque é algo inerente à humanidade, ninguém é público na sua privacidade e continuamos iguais. Diz-se que acabou a escravidão mas está pior do que nunca. A escravidão existe nas coisas fúteis e nas cores das paredes. E nos cortinados e no próprio sol. Ninguém é escravo mas somos todos escravizados. São dentes afiados e são imagens verdes, mas ninguém é escravo. A liberdade também está inerente. Diz-se também que de 8 em 8 segundos morre alguém com tuberculose. Não, com tuberculose em África. É preciso acentuar o medo em toda a gente e apelar à consciência. Porque se não for em África, já não importa lá muito. Por isso é que os médicos sem fronteiras só vão a África. Não podem ir a outros sítios, está escrito no contrato, são escravizados. Assim como os likes no facebook. É vê-los lutar como galos num ringue mexicano, é sangue por todo o lado. São muito territoriais. É ver posts da nossa senhora da assunção e do menino Jesus Cristo, do São José e de Deus barbudo. Somos todos muito católicos mas só o somos ao Domingo. Eu não, aliás. Sou judaico-católico, tenho folga aos sábados e aos domingos. A hipsterização que se vê hoje em dia é sufocante. É vê-los com calças cor de laranja, cheios de... Sufoca que dói, é preciso psicólogos em demasia porque estamos todos fartos. Fartos de ver e rever o que nos acontece diariamente e ainda olhar para o que iremos ver.





domingo, 15 de dezembro de 2013





We are alone, the world is not our home,
We breathe the air, we care,
We feel the pain, we cannot explain,
There are no words to be heard.
A child's face is lost in outer space,
His eyes are red, in our heads.
We move along, we are pretty strong,
We breathe the air, but we care.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

IFHY.

Somos todos fragmentos. Vivemos todos separados e os que vivem juntos nem sequer o estão. Gostava de poder ser diferente. De ser a pessoa mais normal no mundo, de passar completamente despercebido. Gostava de ter notas normais e de ter uma personalidade normal. Dói-me a cabeça todos os dias. Não sei o que fazer quando tento não ser fragmento. Tento misturar-me mas é impossível. Às vezes só gostava de ser o ideal. O suficiente. Toda a gente foca no péssimo e no excelente e o suficiente nem sequer é referenciado. Deus está nos elevadores. Quando sobem, quando descem, quando param. Deus está em todas as rodas de engrenagem. Deus está em programas de software, Deus está na borracha dos pneus. Deus não vive numa nuvem, isso seria ridículo. A religião coletiva não passa de uma farsa. A religião individual é menosprezada. O nosso mundo é quebrado por natureza. Não me lembro da última vez que tive uma noite decente de sono. Isso é ser quebrado, é querer construir e não ter a capacidade mental para isso. É querer escrever mas não ter mãos. É como o vinho, depois de quebrado ninguém o quer, torna-se vinagre, e é ácido, corrói e queima e arde. Eu não gosto de vinagre, eu como salada sem a temperar. E o problema é esse, as pessoas ou gostam de vinho ou gostam de vinagre. Não se pode gostar de especiarias. Não se pode gostar de água. Isso é absurdo, é absurdo gostar do absurdo, pensar no que não existe e fantasiar com o que existe. Jesus Cristo não teria morrido se tivesse um melhor advogado. E eu estou farto de tudo isto. Estou farto que me usem para fins sociais, eu não sou social, não me comparem com tudo isso porque eu nada sou. Eu sou o gajo que não fala nas festas. Foda-se, eu odeio festas. As pessoas precisam de um pretexto para estar juntas, é preciso uma razão. Têm que saber todos os pormenores, não se pode viver sozinho. Não, isso não. Não se pode gostar de estar em casa e de ler. Não, que puta de abominação. É preciso vadiar, é preciso ser-se um animal social, é preciso, é preciso ter notificações no facebook! Quando se cansam do facebook, criam contas no twitter. Tweetam todos os dias sobre a merda inútil que fazem todos os dias, mas raios partam se não são sociais! A sociabilidade é associada à felicidade. Não é preciso sorrir para ser feliz. Quem se ri muito são os loucos. Tiram 20's mas não deixam de ser burros! Apenas são doutores burros. Engenheiros burros. Psicólogos burros. São escumalha porque não sabem o mínimo dos mínimos, não sofrem por ideais, nem sequer os têm, não têm uma visão própria do mundo. Olham em frente mas não vêem nada. Olham para os pés e não sabem para que é que aquilo serve. O Ronaldo não marca num jogo: é escumalha. O Ronaldo marca 3 golos: é o melhor do mundo. Ah, é este o mundo em que vivemos, um mundo em que futebol é um evento de gala, um evento de gala é uma exposição e futebol a sério, nem vê-lo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

18 anos.

Hoje já posso doar sangue, comprar vodka, conduzir, ir preso, e muito mais coisas. Vou ler a constituição da república para descobrir.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Estou doente. Não comi. Dormi 10 horas seguidas durante 2 noites. Acho que o meu cérebro se vai desintegrar. Não consigo abrir os olhos.


sábado, 26 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

respostas.

5. Have you ever had a threesome?
Não. E foi uma pergunta estranha xD
6. Have you ever cried yourself to sleep?
Ahn, acho que não. Não.
9. Have you ever cheated?
Não.
17. What's your relationship status?
Sim, não, sim. É complicado.
18. What's your biggeste fear?
Cobras. Putas de cobras.
19. What's your longest relationship?
4 meses.
22. Do you like yourself?
Sim.
23. Do you have/want a tattoo?
Não.
24. Do you have/want a piercing?
Não.
27. Do you believe in ghosts?
Não.
29. What's your favourite artist?
Mac Miller, Kid Cudi, King Krule.
30. What's your favourite movie?
Cloud Atlas.
31. What's your favourite song?
King Krule - A Lizard State
32. What's your favourite tv series?
Game Of Thrones, Breaking Bad, Hart Of Dixie.
33. What's your favourite animal?
Leopardos. Tigres. Fuckin dragons. Dobermans.
34. What's your favourite book?
O Mago - Raymond E. Feist
35. What's your favourite color?
Azul.
48. Would you ever get married?
Sim.
49. Would you ever have children?
Sim.
50. Would you ever swim with sharks?
NÃO!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"night's for sleep, blue curtains, covers sequins in the eyes, that's a fine time to dine"
"hey! be quick dear, times are uncertain, one month crawling, next year blurring, decades in the drain, monograms on the brain"

terça-feira, 8 de outubro de 2013

monólogos metafísicos.

Gostava de te conseguir explicar tudo. Sabes, entrei em engenharia informática. Tentei arranjar forma de te explicar o que se passava na minha cabeça, mas não consegui. Sabes, meu amor, também gostava dum curso de literatura. Talvez mais tarde. Matemática é como completar um quadro e escrever é como desenhar em papel. Há beleza nos dois, mas o que é o melhor para mim? Já deves ter percebido que também funciono a 0's e 1's. Eu acordo de manhã e penso nas pirâmides. As do Egito. Hoje acordei e eram lindas. Oh! A quantidade de cálculos que foram precisos e o cálculo da massa necessária. Ontem, por exemplo, eram horríveis. Pensei no trabalho de escravos e eram intragáveis. Não eram belas. São o produto de gente megalómana. E aqui está, simplificando, o problema. Se eu escrever sobre as pirâmides, elas irão ser lindas. Por mesmo isso que te disse, 0's e 1's. Serão lindas porque não são perfeitas. Achas-me capaz de ser feliz só com 0's? Eu acho que não. Não há beleza em nada disso, não há beleza em acordar de manhã bem-disposto. Existe a criação da arte e existe a sua reformulação. Eu estou infeliz porque só reformulo. Eu aprendo o que outros já descobriram. Todos os dias. Não há lugar para a criatividade nem para os sonhos. O absurdo, a contradição, é que todo eu sou sonhos. Eu acordo de manhã e as minhas pernas são biónicas e o meu cérebro é inteligência artificial a nível sobre-humano. É essa a quantidade de sonhos que eu sou. Sou, de certa forma, futurista. Já viste o Cloud Atlas, meu amor? Ah, às vezes penso que se sim, me conhecerias de todas as formas. Não sou idealista, e tudo o que aprendo são ideais. Não sou passadista, e tudo o que aprendo provêm de séculos passados. Antes dizia-te que gostava de mudar o mundo. Agora que penso melhor, apenas quero marcar significativamente a vida de alguém sem a conhecer. Quero mudar alguém apenas com palavras, números ou imagens. Consegues imaginar tudo isso? Dizes que me vou integrar. Agora vejo que é provável que não. Quem está no meu curso funciona a 0's. Ou então a 1's. Os párias são todos os outros, aqueles que têm um olhar enigmático. Aqueles que de certa forma têm um pouco de todos os mundos. Se me dividisse em 4, veria filmes, leria livros, estudava matemática, era pastor. Mas eu sou inteiro e foi a única opção possível. Tu acreditas que o mundo mudará com ensinamentos. Com ajuda. Eu sou de opinião contrária. O mundo mudará quando não tiver opção. Quando já tudo tiver ardido, todas as paredes destruídas e todos os livros queimados. Agora muda-me a mim. Psicoanalisa-me. Não quero que me digas que vai correr tudo bem. Toda a gente sabe que isso que é o que se diz quando vai tudo correr mal. Aproveita para me curares enquanto eu aproveito para te criar um programa que analise todos os teus pacientes.
"but me, i'm still trapped inside my head, it kinda feels like it's a purgatory"

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

estatísticas: setembro.

IMDb:
Star Trek: Into Darkness 9/10
Cloud Atlas 10/10
Furious 6 5/10
World War Z 7/10
The Great Gatsby 7/10
Disconnect 9/10
The Bling Ring 6/10
Only God Forgives 7/10
After Earth 3/10

Goodreads:
A Conspiração 3/5
Divergente 5/5
Jane Eyre 5/5

playlist: subway.

e a minha playlist para andar de metro é: MGMT - Congratulations Kodaline - All I Want The XX - Crystalised Kid Cudi - New York City Rage Fest The XX - Islands The XX - Heart Skipped A Beat Lykke Li - I Follow Rivers LCD Soundsystem - New York, I Love You But You're Bringing Me Down Big Sean feat. Jhene Aiko - I'm Gonna Be Mac Miller - Doodling In The Key Of C Sharp Larry Lovestein feat. Ariana Grande - Baby, It's Cold Outside Mac Miller - Objects In The Mirror The Jet Age Of Tomorrow - Lilypads The Jet Age Of Tomorrow feat. Mac Miller & Speak! - Juney Jones Daft Punk - Within King Krule - Easy Easy King Krule - Baby Blue King Krule - Border Line King Krule - Cementality King Krule - Neptune Estate King Krule - Bathed In Grey King Krule - Portrait In Black And Blue King Krule - Ceiling King Krule - A Lizard State King Krule - Ocean Bed MGMT - Alien Days

domingo, 29 de setembro de 2013

dear sixsmith,

Sonmi - "Our lives are not our own. From womb to tomb, we are bound to others. Past and present. And by each crime and every kindness, we birth our future."

Frobisher - "And all becomes clear. Wish I could make you see this brightness. Don't worry, all is well. All is so perfectly, damnably well. I understand now, that boundaries between noise and sound are conventions. All boundaries are conventions, waiting to be transcended. One may transcend any convention, if only one can first conceive of doing so. Moments like this, I can feel your heart beating as clearly as I feel my own, and I know that separation is an illusion. My life extends far beyond the limitations of me."

Henry Goose - "There is only one rule that binds all people. One governing principle that defines every relationship on God's green earth: The weak are meat, and the strong do eat."

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

blood on the leaves.

That summer night holding long and long, 'din long
Now waiting for the summer rose and (breathe)
And breathe and breathe
And breathe and breathe
And breathe and breathe
And live and learn
And live and learn
And living and living like I’m lonely
Lonely, lonely
And living all I have
And living all
And live
And live

auto-tune. vão ouvir, aqui.

20 wave caps.

Tive o meu primeiro dia de aulas na faculdade. Não pertenço em lado nenhum. Não vou à praxe, mas não sou contra. As turmas são muito grandes. Comi bacalhau com natas. Dói-me os olhos, dói-me a cabeça, dói-me as costas. Conheci poucas pessoas. Toda a gente parece tão feliz, tão sorridente. E eu ando por lá sem orientação, com vergonha. Candidatei-me também em segunda fase. Acho que entro. Estou cansado disto tudo. Dos sorrisos gerais, das conversas globais, da estupidez. Sinto-me analisado. Às vezes gostava de ser invisível. Gostava de não existir. Estou farto de olhar para toda a gente e metade não merece. São todos fantásticos e inacreditáveis. Às vezes pareço ser ator. Quero sair de casa. A pressão é acima do suportável e todos os dias trabalho para me esquecer dela. Convivo com aquele tipo de pessoas que é capaz de me culpar se eu tivesse cancro. Se eu não soubesse melhor, diria que é por comer poucos legumes. Estou farto de ter que dizer que sim, abanar a cabeça. Quero abanar o dedo médio e ninguém me deixa. Se como muito é porque sou esfomeado e se como pouco é porque sou ingrato. Existe a porção correta de comida a comer, exatamente à grama, e não me deixam comer menos ou mais. Não que eu me importe. Ainda como o que quero. Estive doente durante uma semana. Eu tenho culpa por estar doente. Porque sim. Sou visto como um alvo fraco e já muito esburacado e até apetecível. Muitas pessoas não conseguem sobreviver sem reclamar. Eu deixo-as viver e até mudo de papel a toda a hora, sou como uma fotocopiadora a laser com precisão. Deixem-nas viver e deixem-nas falar. O meu único consolo é que vamos todos morrer e isso ninguém ludibria. Podem mentir o que quiserem, podem aparentar ser diferentes e corretos mas vamos todos ser corridos ao mesmo banco. Não é o facto de se ser mau, mas chegou ao momento em que sou o pior. O problema de toda esta gente é que vive de momentos singulares. Tenho a certeza que se pode ser fantástico em equitação, pólo aquático, economia, futebol, mecânica, construção civil, medicina. Raios, até podem descobrir a cura para tudo o que é doença. Se por acaso não se souber cozinhar, é-se uma merda. É verdade. Há pessoas que acham que abrir a boca é um ato de inteligência. Estive com o meu tio há algumas semanas. Despedida dele: "Então Miguel, vá, adeus, vê se lês menos que isso faz-te mal!"... Sim. Eu acho que é isso que me deixou doente. Outros aspetos familiares é que não tenho utilidade para nada. Acabei matemática com 19 de cif. A minha mãe tem um problema matemático que envolve áreas e alturas e esse género de coisas. O meu irmão teve negativas no décimo segundo a matemática. A quem é que ela pede ajuda? Ao meu irmão. Ele não resolve, porque não sabe. Eu sei. Ela não me pede a mim. O meu irmão diz-me que abanar a colher no café, aquece-o. Eu digo-lhe que não, que estudei coisas dessas. Ele diz que é a energia cinética. Eu digo-lhe que não produz calor. Ele diz que sim. Eu digo-lhe que estudei durante 2 anos e que sei mais do que ele nisso. Ele diz que eu estou errado porque ele viu isso na televisão. Eu tenho a certeza que quando acabar o meu curso, daqui a 5 anos, eles vão ter problemas nos computadores e vão pedir ajuda ao vizinho que é eletricista. E depois perguntam-me porque sou uma pessoa isolada. Vivemos num mundo em que se não dermos valor a nós próprios, não existimos. O café dos bêbedos depressivos é um sítio calmo. As pessoas entram, bebem e calam-se. Não chateiam ninguém. Ninguém é senhor doutor ou ministro. São todos iguais. O resto é perfeito ao olhar do nosso senhor. Deixai-os viver.

domingo, 8 de setembro de 2013

:)


50 random questions.

  1. Where were you 3 hours ago?- Parque Central da Amadora
  2. Who are you in love with?- :3
  3. Have you ever eaten a crayon?- Não? ... 
  4. Is there anything pink within 10 feet of you?- Uma bolsa qualquer.
  5. When is the last time you went to the mall?- Quinta-feira.
  6. Are you wearing socks right now?- Sim.
  7. Does your family have a car worth over $2,000?- Sim.
  8. When was the last time you drove out of town?- Nunca :(
  9. Have you been to the movies in the last 5 days?- Não vou ao cinema há quase um ano.
  10. Are you hot?- Demasiado.
  11. What was the last thing you had to drink?- Sumol de ananás.
  12. What are you wearing right now?- Calças de ganga e t-shirt cinzenta.
  13. Do you wash your car or let the car wash do it?- Não tenho disso.
  14. Last food that you ate?- Batatas fritas.
  15. Where were you last week at this time?- Casa.
  16. Have you bought any clothing items in the last week?- Não.
  17. When is the last time you ran?- Não quero dizer. Quase 3 meses.
  18. What's the last sporting event you watched?- FC Porto. Todos os jogos. E não, não vejo os jogos de Portugal.
  19. What is your favorite animal?- Doberman.
  20. Your dream vacation?- Veneza/Roma.
  21. Last person's house you were in?- Madrinha.
  22. Worst injury you've ever had? Uma cena no joelho.
  23. Have you been in love?- Sim.
  24. Do you miss anyone right now?- Sim.
  25. Last play you saw?- Foi para a escola.
  26. What is your secret weapon to lure in the opposite sex?- Casaco roxo de pele, bengala, chapéu. PIMP.
  27. What are your plans for tonight?- Assassin's Creed III e Divergente. Sleep is for pussies.
  28. Who is the last person you sent a MySpace message or comment?- Não tenho.
  29. Next trip you are going to take?- Coimbra.
  30. Ever go to camp?- Sim.
  31. Were you an honor roll student in school?- Sim! No quinto e no sexto ano xD
  32. What do you want to know about the future?- Se me candidato a segunda fase para a feup ou se continuo na primeira na fcup.
  33. Are you wearing any perfume or cologne?- Não tenho perfume.
  34. Are you due sometime this year for a doctor's visit?- Provavelmente.
  35. Where is your best friend?- Não tenho disso.
  36. How is your best friend?- ...
  37. Do you have a tan?- Não. Branco tipo lixívia.
  38. What are you listening to right now?- Heard'em say.
  39. Do you collect anything?- Revistas da Empire. Cromos. Posters e etc's do Porto.
  40. Who is the biggest gossiper you know?- Não faço ideia xD
  41. Last time you got stopped by a cop or pulled over?- Nunca.
  42. Have you ever drank your soda from a straw?- Sim...
  43. What does your last text message say?- e gostando ~~
  44. Do you like hot sauce?- Sim.
  45. Last time you took a shower?- Hoje de manhã.
  46. Do you need to do laundry?- Não.
  47. What is your heritage?- Português.
  48. Are you someone's best friend?- Sei lá xD
  49. Are you rich?- Não.
  50. What were you doing at 12AM last night?- A ver o Lei e Ordem.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

first chain.

Quando era miúdo fui obrigado a praticar desporto. Eu sou péssimo em desportos coletivos, por muitas razões. Uma delas é porque corro como um pato, outra é porque sou descoordenado, e outra ainda é porque não tomo boas decisões sem pensar durante algum tempo. Nada disso é aceitável. Impõe orgulho obrigatório a qualquer um e esse orgulho é esquecido. Em termos desportivos, é igual a afirmar que o LeBron James é péssimo porque não ganhou o campeonato. Ou que o Pacino é terrível porque não entra num filme decente há alguns anos, ou que Sobrenatural é horrível porque devia ter acabado na quinta temporada. Agora querem obrigar-me a praticar desporto. Outra vez. Chegámos todos a um ponto que se tornou intragável sair de casa. Quando não há razões suficientes para tomar banho e vestir. Aqueles 3 dias seguidos que não se sai de casa e se entra em hibernação. Há 3 semanas atrás, estive na aldeia. Perguntaram-me porque é que nunca ia ao café e, ao que parece, não gostar de cafés não é uma boa resposta. Agora, se tivesse enunciado a quarta Lei de Newton, sim, era aceitável eu poder ficar em casa. Também me perguntaram porque é que não ia ao baile (para os que não sabem, baile=acordeões, quim, emigrantes, cerveja, abraços a primos nunca vistos). Não, nada disso são boas razões, porque... não. Qualquer Lei da Termodinâmica talvez resultasse agora. Depois chegam as questões mesmo absurdas. "Oh Miguel, estás sempre a ver filmes, agarrado ao computador, porque é que não convives connosco?", o que não se sabe é que passam a tarde toda com os cornos no sofá a ouvir as tardes da Júlia e a ressonar. Não que eu me oponha a ver a Júlia, ou as novelas, ou a Volta a Portugal. Não, isso não. É sagrado ver a Volta, porque não é entediante. "Oh Miguel, sempre a ler! Não devias ler tanto, faz-te mal.", e para esta não tenho resposta porque têm razão. Eu não devia ler, eu devia ver as novelas todas, coscuvilhar sobre a minha prima em segundo grau que usa fio dental, a outra prima que encornou o meu primo. A verdade é que eu já não gosto de ir à aldeia. Enquanto o meu avô era vivo, havia respeito e menos bocas. Até chegava a haver fraternidade. Mas chegámos todos a um ponto que se torna infernal conviver com a família. Aqueles 3 dias que levámos com todo o tipo de pessoas com o período, qualquer ação é analisada, alguns cães com o cio e somos todos julgados. A minha família tem um pouco de Caeiro. Deus está espalhado por todos eles. Oh, e Agosto! Agosto é o mês da comparação dos filhos. Então eu perco sempre, porque a minha mãe é ingénua e utiliza logo os melhores argumentos no início (boas notas). A partir daí é o caos, é, sim, porque eu não sou social, falador e porque não coscuvilho. Todo eu sou erros. Erros de manhã e de tarde, e de noite não os há porque ninguém está em casa. Assim eu fico sozinho e os erros são agora meus e alteram logo o seu nome. E o que mais enoja, o que mais arrepia, é a falta de vontade de ser melhor. São todos iguais. Noutro dia falei com ela sobre isso, sobre faíscas. A Teoria das Faíscas: Existem milhões de pessoas e muitas são... dispensáveis. Não têm faíscas, são entediantes, previsíveis, monótonas e vivem assim a sua vida, sem dor de excessos ou a dor da incapacidade de se extrapolarem. Existem os outros que parecem fadas e nem sequer é preciso falar com eles. Algo dentro do corpo humano é atraído para isso, olhamos para eles e sabemos automaticamente que são especiais. Todos os órgãos se revoltam e contorcem na vontade de proteção do que torna qualquer um especial. Existe conectividade. Sentimo-nos presos, ligados, não só a sensação de laço que existe previamente, mas são automáticos todos os outros sentimentos de espanto, de faísquicidade. Existem pessoas que não conheço de lado nenhum, que nunca vi, nem nunca falei, nem tenho intenção sequer, que sinto necessidade de proteger, que estejam bem. O mundo não foi feito para nenhuma destas pessoas, elas são comida. O mundo consome-vos a vocês e às vossas habilidades especiais. Para ser consumido basta acordar de manhã. Basta não usar o Internet Explorer. Basta tentar mudar mentalidades, basta tentar ensinar. E basta de tentar, porque toda a gente teve 3 dias sem tomar banho e nem sequer queria.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

i am a god.

Não me consigo ver ao espelho. Talvez até tenhamos nascido com duas cabeças e quatro braços. Uns maiores que outros, quatro pernas. Essa é a dor abstrata e mitológica. Como se amor ou a sua falta fosse dor. Dor é acordar de manhã, com um quadro abstrato a olhar em frente. Quero uma moldura do padrinho, mas ninguém me deixa. Para o ano vou pedir um calendário da Playboy, talvez a Carolina Torres lá esteja, na parte de qualquer oficina mecânica, ou até mesmo ao lado do espelho de uma ou outra roulotte. A representar o país, como todos afirmam. Gajas nuas representam o país. Explicando. Aula com o meu professor de matemática, ele sabe que a Érica Fontes recebeu um prémio internacional, mas é provável que não saiba quem ganha o resto das modalidades desportivas. Toda a turma sabia da sua existência e do prémio. Não que eu não o soubesse, mas eu sou um degenerado. É ainda mais provável que eu insulte Jesus, a sua mãe, a mulher, tudo no mesmo dia, o quão degenerado eu sou. Às vezes tudo na mesma frase, "Puta que pariu JC que fodeu a puta da mulher". É. Um degenerado, sem vergonha, que merece arder no inferno. Não tenho respeito nenhum pela opinião dos outros, é o que dizem. Opinião. Só que eu não fico chateado se alguém discorda da minha opinião, mas quando se fala de religião, o homem ganha 6 cabeças e umas quantas línguas e lá reza as suas preces. Ah, criei um twitter, agora sigo o Senhor Papa. Ele perdoou os meus pecados. Eu acolho estas novas ideias, levantar ao domingo de manhã para ir ouvir o padre é uma maçada. Melhor é retweetar a palavra do senhor, Senhor, que ele fica feliz. Se calhar ele não chegou a ver nada disso porque estava ocupado sentado numa nuvem a ver a Érica Fontes a trabalhar. Só porque é o Senhor não quer dizer que não goste. Eu penso muito nestas teorias religiosas, e quando mostro falhas nestas, as pessoas não querem saber, e eu descobri que muitos preferem ser cegos. Por exemplo, Adão e Eva. Eva tem uma costela de Adão, devem ter algum parentesco. São as únicas pessoas à face da Terra. Bem, lógico é dizer que foderam, provavelmente primos. Mas nas aldeias ninguém se importa se forem só primos. Sim. Eles têm filhos. Os filhos ou fodem entre eles ou fodem com os pais. O que é curioso, porque isso é nojento, mas mesmo muito nojento. Por outro lado, também explica a tamanha deficiência mental que por aí anda. Tomar um livro, ou vários, aqueles evangelhos de Mateus, Zé, António, bem, eles todos, como religião, é absurdo. Será que se a Oprah escrever um livro de autoajuda e lhe chamar "Deusa", o pessoal vai começar a construir igrejas com televisões? Isso sim, era de valor. E os bancos! Tanto dinheiro e os bancos continuam a ser de madeira. Podiam ser umas belas poltronas, com um minibar ao lado. E porque é que o padre só me dá a hóstia e não me dá o vinho? Perdão, o sangue do JC. Ia à igreja mais vezes. Acreditar que é preciso rezar para se ser considerado bom e merecedor é a mesma coisa que afirmar que o Sol nasce porque o Apolo anda todo contente de manhã a passear a sua carroça. São piores que aquelas gajas que precisam que lhes diga a toda à hora que são bonitas. Podem ser bonitas, mas nada compensa o facto de serem chatas. Se não forem bonitas, vivam com isso. Ou não vivam, enfiem-se num quarto rodeadas de chocolate e gelado, mas não me chateiem. Sejam como a Érica Fontes. A mulher é feia como um bode velho, mas toda a gente a conhece e a vê.


domingo, 21 de julho de 2013

44.

Quinta e última.

43.

Quarta.

42.

Terceira.

41.

Segunda.

40.

E agora é tudo para ti. Primeira.

39.

Deprimam com isto.

38.

Se gostarem de Led Zeppelin, tentem Tame Impala. Mais psicadélico, menos perfeito.

37.

A minha música favorita é: Led Zeppelin - In My Time Of Dying ou Led Zeppelin - Achilles Last Stand. Depende dos dias. Ouçam as 2 com os olhos fechados. Qual é que preferem? E nem pensem em parar a meio.

36.

2+2. Oh Motherfuck Yeah.

35.

Noutro dia vi as estatísticas do blog:
Portugal
Alemanha
Rússia
Estados Unidos
Brasil
E mais lá para o fim... Ucrânia, Perú, Belarus?. Vá, digam-me quem são. Belarus? Parece ser altamente.

34.

Encontrei, para vocês, a versão original da Mass Destruction. Aqui.

33.

"Spendin everything on Alexander Wang: New Slaves"

32.

Já ouviram o Yeezus? Esqueçam aquele reggae feio, algum auto-tune feio, a capa feia, e é uma obra de arte. Ok, Bound 2 surge do nada. Ok, não seria uma obra de arte. Mas vão ouvir na mesma. Se o próximo álbum dele continuar com o mesmo som, será uma obra de arte.
808's & Heartbreaks. Experimental, auto-tune horrível. A seguir, vem o My Beautiful Dark Twisted Fantasy. Fuckin Awesome. Auto-tune bonito.

31.

O instrumental é dos Ratatat. Look it up.

30.

Pessoas que não gostam da Pursuit Of Happiness. Ouçam a versão original. E eu até vos dou os links. E uma cover:
Original
Cover

29.

O Peter Jackson publicou um vídeo no youtube. Nome "Goodbye Legolas". :(
Boas notícias: o Guillermo Del Toro devia ter realizado o Hobbit. Li uma entrevista dele sobre o Pacific Rim. Creio que estamos bem entregues, nerds.

28.

O meu irmão disse-me que Marilyn Manson não valia nada porque só fazia covers. Claro. Obviamente que sim.

27.

Comprei o Laranja Mecânica.

26.

we come one, we come one, we come one. enviei-lhe o primeiro verso desta música.
All the subtle flavours of my life have become bitter seeds and poisoned leaves, without you. You represent what's true, i drain the colour from the sky and turn blue, without you. These arms lack a purpose, flapping like a humming-bird, i'm nervous cause, i'm the left eye, you're the right. Would it not be madness to fight? We come one.
E aquele vídeo. Vejam.aqui. A sério. Se eu gostar do videoclip, gosto da música.

net.

Uma pessoa fica sem net durante 2 dias e apercebe-se que as pessoas descobriram a deep web e criticam a pornografia lá da Bruna. Uma lista para vós:

  1. Sois burros.
  2. Ignorantes.
  3. Eu percebo que não saibam o que a deep web é, ninguém é obrigado a saber. Mas agora acharem que assassinatos e venda de droga não se processam pela internet? É a mesma merda que dizer que acham que o microondas é a máquina de lavar loiça.
  4. Não mostrem a todo o mundo a vossa ignorância publicando no facebook.
  5. Não sejam anormais retardados e publiquem no facebook que já por lá andaram, porque não andaram. Pessoas com a mesma idade que eu que dizem que lá navegaram. Para essas pessoas especialmente retardadas, uma sub-lista:


  • Precisam de um programa próprio. E têm de ser vocês próprios a criá-lo. E mesmo que o consigam fazer, porque é que o hão de fazer? A pornografia normal não chega? Ok, não é uma lista, é só um ponto.
E agora sobre a Bruna:

  1. Ela faz o que quer.
  2. Se se despe para os amigos, é problema dela.
  3. Se fosse uma gaja feia seria bem pior.
  4. Metade das putas que criticam já mandaram fotos nuas para gajos. (Pequeno PS: nenhum gajo guarda as fotos só para ele. No mínimo, não as publica no facebook. É que todos os seus amigos, conhecidos, colegas, colegas de turma, etc, vos vão ver nuas. Olhem para a Bruna)
  5. Não têm nada que reclamar com a moça.
  6. Se reclamam, pensem que ela deve agora estar a cortar os pulsos.
  7. E se, por acaso, disserem que é "bem feita", como já li no facebook, vocês são burras como o caralho.
  8. Isto só mostra que vós, gajas, não têm espírito fraterno.
  9. Se fosse um gajo nu, toda a comunidade masculina se juntava em peso e escrevia estados do género (nova sub-lista):
  • Grande pila, oh mano!
  • Aposto que as fodes a todas.
  • Era boa, ao menos?
  • Se não foi boa, que se foda!
  • És grande.


Isto porque nenhum gajo tem problemas em que o vejam nu, O gajo, o macho, não quer saber. A gaja pelo contrário, pode ir toda senhora dona puta à praia, a parecer que tem contrato a longo prazo na Trindade, mas se por acaso alguém mete uma foto que mostre um milímetro do corpo, é o caralho a sete e é logo a "rainha da putice". Isto porque estive 2 dias sem net.

/e.

E eu venho cá todos os dias e leio todos os posts de quem sigo, mesmo que poste de mês a mês. Ah! E agora sou seguido por gente famosa daqui. Double Ah!

goodreads.

Criei conta no goodreads. Sinto-me só e abandonado. Aqui.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Estado de Espírito (VII)

Hallelujah, thank God I have a future
Prayin' I don't waste it gettin' faded
Cause I'm smoking [bleep], till I'm coughin' up tar
Through the surge, energy curve like a lumbar
I don't act hard, I still read Babar
Trippin' out, lookin' at a bunch of Google map stars, shit
They got a app for...that

But me, I'm still trapped inside my head, I kinda feel like it's a purgatory
So polite and white, but I got family who would murder for me
Think I'm living paradise, what would I have to worry 'bout?
Dealing with these demons, feel the pressure, find the perfect style
Making sure my mom and dad are still somewhat in love
All these backfires of my experiments with drugs
I experience the touch of my epiphany in color form
The difference between love and war inform me -- I'm above the norm
But, give me anybody though, I'll gladly chew his face off, them bath salts
Rhyming like it's summertime on asphalt, hot
Haven't picked a major label, think I'm blackballed
I still don't got the heart to pick my phone up when my dad calls
Will he recognize his son when he hears my voice?
I put this music against my life, I think I fear the choice
And I don't know what I'm running from, but I'm running still
I conversate with acquaintances, but it's nothing real
I'm from a city that you hear and think a bunch of steel
So a hundred mills wouldn't make me sign a fucking deal
Money kills, that's the truth, it's called the root of evil
But I want that Rolls Royce that the homie Lennon drove
So, if you ain't talkin' bout some money I'mma send you home
Unconventional, special but unprofessional
Adolescent expression that's letting me meet these centerfolds
As troubles fill my mind capacity, I let them go
If I was Johnny Depp in Blow, I would let it snow
That's just me all wilding out and being extra, though

And if God was a human it'd be yours truly
Watching horror movies with some foreign groupies
Thinking this decor suits me
I do drugs to get more loopy
I'm in tune to ancient jujitsu spirituals it's blissful
Looking out as far as eyes can see
I'm glad that me and this elevation could finally meet
I think I'm JFK's final speech
They try assassinating all of my beliefs
But I'm asleep so whisper to me for some peace of mind
And he be high some weed to grind on top a Jesus shrine
Twenty thousand on my watch because I needed time
If y'all would leave me the fuck alone, that'd be divine
Can't decide if you like all the fame
Three years ago to now, it's just not the same
I'm looking out the window ashing on the pane
I wonder if I lost my way

Don't you ever wanna hide away
Poseidon triumph in the eyes of rain
Won't give a fuck about tomorrow if I die today
I'll greet the devil with a smilin' face
Shit, that God fellow may reside in space
As, time's a wasting I'm freebasing with Freemasons
My girl's switchin' the locks, the keys keep changin'
Dreamin' of places my own personal creations
If there's a party in heaven, I plan to leave wasted
Retracin' my steps way back to biblical times
We-We all gon' end up meetin' at the finishin' line

segunda-feira, 24 de junho de 2013

the star room.

São arraiais e são festas. Entretanto, são luzes brilhantes e apelativas que se enroscam. A quinta parte da quinta parte da quinta parte, então a oito milésimas de arder por completo, não seria capaz de ser livre. Libertinos são esses e não são ninguém, são ninguém porque todos não o seriam se a libertinagem fosse a parte quinta, libertinagem que seria escravatura sexual e escravatura ideológica. Integralmente, é um mundo sem integrais, é um mundo sem forma e até é um mundo sem mundi, porque sem livros matemáticos o mundo só vai daqui à Suíça. Barítonos já são prescindíveis graças a esta falta de integrais, Exponencial crescimento de todo o festival de uva, de verão, de páscoa e do renascer do Real senhor. Dádivas há muitas, e cada uma se equipara à outra, mas Dádivas há poucas porque jesus cristo não é o Altíssimo senhor. Amargue-se então toda a população porque os integrais estão longe, a libertinagem está perto, e a mundinalidade está no coração. Está no coração porque se acredita em algo superior, em algo transcendente, que nos deixa tomar decisões pouco benéficas para quem as pratica e de toda a importância para quem as observa. ,não passam de Amperes Mortalizados na Ortopedia descontrolada que nos faz proteger o corpo Radicalmente, Não pode o homem, não pode a mulher, não pode o género indefinido, nenhum pode ortopediar quando está calor. Apenas nos resta psicologicar porque o que é a alma sem o corpo, mas o corpo existe sem a alma, e a alma está então amperizada. Ortonímia que está em mim e está em ti, mais em mim do que em ti, ortónimos que desapareceram e o único que sobrou, talvez o pseudónimo, nem o meu nome sei, está cortado e desfeito em mil pedaços. Com pedaços me compus e até, possivelmente, seja um quadro de recortes, mas com a minha assinatura no canto. Há quem diga que todas as revistas são minhas, e eu respondo que nenhuma cor é igual, mas todas elas são minhas. Em situação de orgulho e até de fracasso, este sou eu e eu apenas, mais ninguém o é, e não esqueçamos também que deixarei de o ser quando me aperceber que nada faço. Gigante não o sou, só não quero ser anão, quero ver o mundo e arredores, quero ser Alquimista, Senil, provavelmente, eu e eu nos damos bem. Especial amor, amor esse que é facilmente mal interpretado, amor há na dor e há amor em todas as emoções. Requisitos obrigatórios que podem até ficar aquém do que significa gostar, porque gostar, gosto eu de pizza com ananás e gosto de ver Star Wars, amor é paixão mas que ninguém cumpra juras porque eu vejo os seis filmes sempre que estou doente, triste, feliz, extasiado. Esqueçam-se, não, não se esqueçam, que eu não amo Star Wars mas amo tudo o resto, posso deixar tudo num canto, mas nunca uma obra dessas. Mais, eu descobri que gostar é amar mas amar não é gostar, porque o amor é ódio e o amor é dor, mas gostar é transcendente porque implica a harmonização e o filtro da dor, filtro esse que não sou eu. Ornamentos ou não, é possível ver a filtragem, porque não separa o lixo da água, mas transforma o lixo em água potável, digo potável, porque não se torna mais agradável mas apenas suportável. Se se pudesse, seríamos todos iguais, todos, uns mais do que outros, uns mais livres e libertos. LIBERTINOS.

profecia autorrealizável.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

"and it's lonely, ain't it?" (i am who am)

"A minha entrada no ensino foi feita numa pequeníssima aldeia rural do norte. Éramos uns 80 alunos, da 1ª à 4ª classe, todos juntos na mesma e única sala de aula da escola - que não me lembro se tinha ou não casas-de-banho, mas sei que não tinha qualquer espécie de aquecimento contra o frio granítico, de Novembro a Março, que nos colava às carteiras duplas, petrificados como estalactites. Lembro-me de que o "recreio" era apenas um pequeno espaço plano, enlameado no Inverno, e onde jogávamos futebol com uma bola feita de meias velhas e balizas marcadas com pedras. A escola não tinha um vigilante, um porteiro, uma secretária administrativa. Ninguém mais do que a D. Constança, a professora que, sozinha, desempenhava todas essas tarefas e ainda ensinava os rios do Ultramar aos da 4ª classe, a história pátria aos da 3ª, as fracções aos da 2ª, e as primeiras letras aos da 1ª. Ela, sozinha, constituía todo o pessoal daquilo a que agora se chama o 1º ciclo. Se porventura, adoecesse, ou se na aldeia houvesse, que não havia, um médico disposto a passar-lhe uma baixa psicológica ou outra qualquer quando não lhe apetecesse ir trabalhar, as 80 crianças da aldeia em idade escolar ficariam sem escola. Mas ela não falhou um único dia em todo o ano lectivo e eu saí de lá a saber escrever e para sempre apaixonado pela leitura. Devo-lhe isso eternamente.
Nesse tempo, não havia Parque Escolar, não havia pequenos-almoços na escola (que boa falta faziam!), não havia aquecimento nas salas, não havia o recorde de Portugal e da Europa de baixas profissionais entre os professores, não havia telemóveis nem iPads com os alunos, não havia "Magalhães" ao serviço dos meninos, mas sim lousas e giz, os professores não faziam greves porque estavam "desmotivados" ou "deprimidos" e a noção de "horário zero" seria levada à conta de brincadeira. Era assim a vida.
Não vou (notem: não vou) sustentar que assim é que estava bem. Limito-me a dizer que tudo é relativo e que nada do que temos por adquirido, excepto a morte, o foi sempre ou o será para sempre. E sei que na Finlândia - o país considerado modelo no ensino básico e secundário pela OCDE - os professores trabalham mais horas do que aqui, não faltam às aulas e ganham proporcionalmente menos. Com resultados substancialmente melhores, do único ponto de vista que interessa aos pais e aos contribuintes: o desempenho escolar dos alunos.
Só uma classe que recusou, como ultraje, a possibilidade de ser avaliada para efeitos de progressão profissional - isto é, uma classe onde os medíocres reivindicaram o direito constitucional de ganharem o mesmo que os competentes - é que se pode permitir a irresponsabilidade e a leviandade de decretar uma greve aos exames nacionais. Nisso, são professores exemplares: transmitem aos alunos o seu próprio exemplo, o exemplo de quem acha que os exames, as avaliações, são um incómodo para a paz de um sistema assente na desresponsabilização, na nivelação de todos por baixo, na ausência de estímulo ao mérito e ao esforço individual.
Mas a greve dos professores vai muito para lá deles: reflecte o estado de espírito de uma parte do país que não entendeu ou não quer entender o que lhe aconteceu. Deixem-me, então recordar: Portugal faliu. O Portugal das baixas psicológicas, dos direitos adquiridos para sempre, das falcatruas fiscais, das reformas antecipadas, dos subsídios para tudo e mais alguma coisa, dos salários iguais para os que trabalham e os que preguiçam, faliu. Faliu: não é mais sustentável. Podemos discutir, discordar, opormo-nos às condições do resgate que nos foi imposto e à sua gestão por parte deste Governo: eu também o faço e veementemente. Mas não podemos, se formos sérios, esquecer o essencial: se fomos resgatados, é porque fomos à falência; e, se fomos à falência, é porque não produzimos riqueza que possa sustentar o modo de vida a que nos habituámos. Se alguém conhece uma alternativa mágica, em que se possa ter professores sem crianças, auto-estradas sem carros, reformas sem dinheiro para as pagar, acumulando dívida a 6, 7 ou 8% de juros para a geração seguinte pagar, que o diga. Caso contrário, tenham pudor: não se fazem greves porque se acaba com os horários zero, porque se estabelece um horário semanal (e ficcional) de 40 horas de trabalho ou porque o Estado não pode sustentar o mesmo número de professores, se os portugueses não fazem filhos.
Por mais que respeite o direito à greve, causa-me uma sensação desagradável ver dirigentes sindicais, dos professores e não só, regozijarem-se porque ninguém foi trabalhar. Ver um sindicalismo de bota-abaixo constante, onde qualquer greve, qualquer manifestação, é muito mais valorizada e procurada do que qualquer acordo e qualquer negociação - como se, por cada português com vontade de trabalhar, houvesse outro cujo trabalho consiste em dissuadi-lo desse vício. Assim como me causa impressão, no estado em que o país está, saber que quase 200.000 trabalhadores pediram a reforma antecipada em 2012, mesmo perdendo dinheiro, e apesar de se queixarem da crise e dos constantes cortes nas pensões. Porque a mensagem deles é clara: "Eu, para já, mesmo perdendo dinheiro, safo-me. Os otários que continuarem a trabalhar e que se vierem a reformar mais tarde, em piores condições, é que lixam!" É o retrato de um país que parece ter perdido qualquer noção de destino colectivo: há um milhão de portugueses sem trabalho e grande parte dos que o têm, aparentemente, só desejam deixar de trabalhar. Será assim que nos livraremos da troika?
As coisas chegaram a um ponto de anormalidade tal, que, quando o ministro da Educação, no exercício do seu mais elementar dever - que é o de defender os direitos dos alunos contra a greve dos professores - convoca todos eles para vigiar os exames, aqui d'El Rey na imprensa bem-pensante que se trata de sabotar o legítimo direito à greve. Ou seja: que haja professores (que os há, felizmente!) dispostos a permitir que os alunos tenham exames é uma violação ilegítima do direito dos outros a que eles não tenham exames. Di-lo o dr. Garcia Pereira, o advogado dos trabalhadores e do dr. Jardim, infalível defensor da classe operária, e o mesmo que, no final do meu tempo de estudante, na Faculdade de Direito de Lisboa, invocando os ensinamentos do grande camarada Mao, decretava greve aos "exames burgueses" - que o fizeram advogado.
Não contesto que as greves, por natureza, causem incómodos a outrem - ou não fariam sentido. Mas há limites para tudo. Limites de brio profissional: um cirurgião não resolve entrar em grave quando recebe um doente já anestesiado pronto para a operação; um controlador aéreo não entra em greve quando tem um avião a fazer-se à pista; um bombeiro não entra em greve quando há um incêndio para apagar. Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez. Paciência, é isto que eu penso: esta greve dos professores aos exames, por muitas razões que possam ter, é inadmissível."

Miguel Sousa Tavares, Expresso

segunda-feira, 17 de junho de 2013



visto que não escrevo, é assim que me sinto. e desculpem a imagem mas isto de não se encontrar a música com a qualidade de cd...

domingo, 16 de junho de 2013

Enquanto vir merdas de textos e publicações no facebook, não venho dizer nada. Todos gostam de exprimir a sua opinião mesmo quando não fazem a menor ideia do que falam. São todos escritores.

terça-feira, 21 de maio de 2013

25.

Eu até via o the notebook contigo, se quisesses. O Ryan Gosling todo sensual.
Vou dormir.
(Lucky Ass Bitch)

24.

Won't you teleport to me?

23.

Factos engraçados: se me vissem na rua, nem davam por mim, sou a pessoa mais normal à face da Terra. Há para lá no poema da Tabacaria (come chocolates, pequena) uma parte em que o gajo afirma que viveu cheio de máscaras e que quando as tirou, era tarde de mais. Eu tiro-as e até gosto do que vejo. Não sou nada anormal nem assim tão diferente. O curioso é que não as tiro em público. É impossível. Talvez a infância mudou isso, mas é bom, porque consigo, literalmente, passar despercebido no meio duma multidão e eu gosto disso. Só mais um.

22.

Que pieguice. Credo. Não. Foda-se. A assuntos mais sérios, então. Não quero sair, quero ficar em casa. Mas vou. É bastante provável que adore aquilo, mas... Se me deixassem com um leitor de dvd's, iogurtes e algo mais. THE PRIME TIME OF YOUR LIFEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.

21.

Se os meus seguidores soubessem, achariam estranho imensas atitudes e relações. Ao longo do tempo, as pessoas reparam que ando mais sorridente e todo estúpido. É verdade, mas não falo disso com quase ninguém. (e voltei a repetir a mesma música). Porquê? Porque sei que podem reagir com estranheza, desdém. A verdade é que aconteceu. E eu não sei se foi realmente correto e sensato. Mas estamos para lá desse ponto. A verdade é que ela é fantástica e o caralho. Talvez daqui a uma semana. Sim.

20.

O 20 é o número desejado. Querem ser todos ideais. Ninguém sequer pensa em custos. Mas isso não importa agora. Le banlieu! Ela não sabe, mas a puta da música é tão boa. Sim. Espero que também não fique chateada.

19.

Tive um professor de filosofia que era o maior labrego existente mas que só gostava de palavras caras como o caralho. Senhor professor, era do meu agrado pessoal que fosse hermafrodita para que conseguisse, literalmente, fecundar-se a si próprio.

18.

Let's try something else! ahhhhh, aquele piano, meus queridos seguidores. Deus.

17.

Cure For The Itch. Melhor instrumental de sempre. Podia ouvi-lo a noite toda.

16.

Esqueci-me do Este País Não é Para Velhos! Javier Bardem full motherfucker. E o Number 23, para quem gosta tanto de teorias de conspiração como eu. Terrorist Threats: Ab-soul, para quem gostar mesmo muito de tais teorias. Gosto de carros retangulares. Um beamer. Vermelho feio.

15.

Os meus seguidores irão achar estes posts engraçados. Fiquem a saber a coleção de filmes que está à minha frente (por esta ordem): os 6 Star Wars, as 3 partes do Padrinho, os 3 Senhores Dos Anéis, os 3 Matrix, os 8 Harry Potter, o The Good, The Bad and The Ugly, o Serpico, o Death Proof, The Departed, Inception, Watchmen, Inglorious Basterds. Tenho mais e melhores atrás, mas o que se há de fazer.

14.

Mama, we all go to hell!

13.

Estou farto das merdas dos gifs. Estou farto de estados de merda. Estou farto de mostrar mil e uma facetas.

12.

Quero... sim, provável.

11.

Quero um cadillac.

10.

Quando tiver 18 anos quero dar sangue, fazer o exame de condução, ir a um clube de strip e a um casino e quero ir àqueles shows duvidosos que só pedem um euro e meio à entrada. E quero passá-lo contigo.

9.

Elevators (me and you).

8.

Se eu descrevesse metade do que visse.

7.

Deviam todos ver Cloud Atlas. Tratem disso este fim-de-semana. Melhor filme de todo o sempre.

6.

(travelling riverside blues)

5.

Marching band?

4.

Mama, we all go to hell, stop asking me questions, i hate to see you cry.

3.

The savior of the broken, the beaten and the damned.

2.

All insane.

1.

All my thoughts are all the same.

sábado, 18 de maio de 2013

conversas metafísicas. (II)

Eu: Nem toda a gente pode ser especial nesses termos. Eu não sei se tu vais mudar o mundo por completo ou se só vais afetar quem te rodeia. Mas tu não sabes como é que estás incluída num plano universal. Toda a gente tem papéis. Só porque podes não ver e perceber isso, não quer dizer que ele não exista. E o teu contributo para a humanidade, só tu sabes dele. I mean, o gajo que descobriu a física quântica. O gajo que desenvolveu o sistema de voo. Ninguém sabe quem são, apesar de terem deixado um legado importante no planeta. Só eles sabem o que fizeram e só eles sabem a sua importância. E tu, meu amor? Podes um dia revolucionar edifícios e podes quebrar milhares de ideais pré-concebidas sobre arte.
E podes não fazer absolutamente nada disso. Podes ser uma arquiteta mediana com um emprego entediante. Podes ter uma vida entediante. Mas tu nunca irás saber de que forma influenciaste o mundo. Pode até ser o teu bisneto a descobrir a cura para a sida, e ele não vai saber quem foi a bisavó dele. Mas foste fulcral para a descoberta da cura da sida. As coisas têm todas ligações entre elas, ligações que muitas pessoas não compreendem. Toda a gente influencia toda a gente. Maybe people are just meant to be that way. Não sei. Não sou suficientemente capaz para ir tão longe. E não preciso. And you being wothless, it's not really up to you. It's up to someone else.
Ela: (obrigada)
Eu: Para saberes a seriedade do que te dissse, eu escrevi tudo a ouvir o sexteto do cloud atlas.
Ela: Eu...

 

domingo, 12 de maio de 2013

watching movies.

Vivemos a 20 mil léguas de tudo o resto, vivemos numa ilha com todo o tipo de regalias e toda a gente dá preferência a bananas. O homem moderno português consiste em beber cerveja, mandar alguns pedaços de saliva para a televisão de vez em quando, ver a bola quando calha e anseia pela noite de Domingo para ver o que quer que seja que dá na TVI a essa hora. E porquê, e para quê? São todos empresários, políticos, economistas em qualquer café, porque toda a gente faz melhor. E aos Sábados são jogadores de futebol, também. Quando toda a gente andava a viver acima das suas possibilidades, não me lembro de alguém reclamar. Mais tarde, quando havia crise em todo o lado, não se falava de outra coisa nos Estados Unidos, e alguém lhes disse que ia correr tudo bem? Eles acreditaram. Não me venham então dizer que a culpa é do Sócrates, vão-se foder todos, a culpa é vossa, porque é fácil apontar dedos a quem governa, mas é meio palmo de distância mais difícil olhar para o interior. Quando todos os cidadãos decidiram pedir mil e um empréstimos ao mesmo tempo só porque queriam um Mercedes, não vi ninguém a reclamar. Não me venham então dizer que a culpa é dos bancos, vão-se foder todos, a culpa é vossa. E mesmo agora, agora que o país está infestado de corrupção como nunca antes, ninguém diz alguma coisa de jeito. Cantem a “Grândola Vila Morena”. Ficam com a ideia errada de que o que precisam é de relaxar, quando o que é preciso é deixarem-se de merdas de manifestações, levantarem-se mais cedo da cama no dia de folga (sim, porque esse é que é o dia sagrado), conduzirem o carro até Lisboa e insultar toda a gente que está em frente à Assembleia, começar a tirar as pedras das calçadas e começarem a desfazer ideais pré-concebidos e entrarem lá dentro com pedras também, paus, e insultar toda a gente que lá se encontra. E não é como vejo no telejornal das 8, “Seus incompetentes!”, “Não têm vergonha, corruptos!”, “Estamos entroikados!”. Não. Vão-se foder. Deixem essa mansidão de lado, e insultem-nos a sério. Quando passem por um político na rua, cuspam-lhes para os pés e chamem-lhes filhos da puta, chamem-lhes cabrões. Planeiem algo majestoso. Estou farto de ver a UGT a convocar manifestações repetitivas em que só levam é cartazes e bandeiras e megafones. Homens da Luta? Não. Ridículo. Se por acaso entrarem na Assembleia, procurem a senhora dos verdes e cortem-lhe a língua, a mulher irrita-me. Não apontem a culpa aos bancos, mas antes tomem-nos de assalto. Partam janelas. Partam parquímetros. Partam os pórticos das SCUTS. É tudo um sonho, é tudo uma ilusão. Amanhã vou acordar com o telejornal e a primeira notícia que eu vou ouvir é um bando de pardais a cantar o “Grândola Vila Morena”.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Estado de Espírito (V)

Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja —
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.

Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta – até essa vida...

Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.

Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me náufrago;
Ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.

Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida…
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui…
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.

Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo –,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver…

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir…

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

Álvaro de Campos